Scion xA
Em 1999, a Toyota iniciou o Projeto Genesis, que consistia em atrair consumidores jovens para a marca. A ideia era lançar produtos com campanhas de marketing agressivas, mas apostando em modelos já consagrados, como o Celica, por exemplo.
A ideia deu errado e foi cancelada em 2001. Mas, o consumidor jovem ainda estava na mira da Toyota, que decidiu então criar uma marca nova, no chamado Projeto Êxodo. O projeto seria focado na mesma ideia, mas com uma estratégia de lançamento mais bem montada.
Scion xB Release Series 1.0
Scion
A nova marca foi chamada de Scion, que significa herdeiro. A ideia é que marca e consumidores sejam herdeiros. Assim, com marketing de guerrilha e campanhas virais, a bandeira começou a estabelecer-se no mercado californiano, passando nos anos seguintes aos demais estados americanos.
Com início das operações em 2003, a Scion basicamente oferecia um único pacote de equipamentos para cada modelo, mas uma gama variada de acessórios para personalização, atendendo assim o desejo dos jovens. O preço cheio era praticado nas revendas Toyota que comercializavam estes carros.
Scion tC
Os primeiros modelos eram os Scion xA e xB, nada mais que Toyota Ist e rB (Corolla Rumion), respectivamente. Algo mais esportivo surgiu em 2005, quando o cupê tC apareceu. Este chegou a ser vendido como Toyota Zelas em outros mercados.
Em 2006, a Scion atingiu seu melhor desempenho em vendas nos EUA (também é oferecida no Canadá) com mais de 173 mil vendidos. O xD chegou em 2008 e era um Toyota Urban Cruiser. No ano seguinte, a crise econômica abalou de forma geral e as vendas caíram praticamente pela metade, chegando ao pior resultado em 2010, com pouco mais de 45 mil emplacamentos.
Scion xD Release Series 1.0
A aposta da Scion na chamada geração Y começou a mostrar sinais negativos após a crise. Antes desejo de quase todos os jovens, o automóvel passou a ser encarado como um bem não prioritário para a maioria dos consumidores de menor faixa etária. Além disso, muitos perderam os empregos e passaram a focar em uma vida sem gastos exagerados.
A média de compradores da Scion é de 39 anos, mas 50% das vendas foram para quem tinha menos de 35 anos. O Scion tC, tinha média de 29 anos, por exemplo. A Toyota continuou apostando na marca e lançou o pequenino iQ em 2012. Em 2013, foi a vez do cupê esportivo FR-S, que era basicamente os Toyota GT 86 e Subaru BRZ. Mas, a última cartada da marca foi a dupla iA (Mazda 2 Sedan) e iM (Toyota Auris).
Scion FR-S
A Scion oferece pacotes de personalizações e séries especiais X.0, tais como atualizações de smartphones, por exemplo. Descolados e sem nenhuma pretensão de luxo ou supérfluo, os carros da marca foram divulgados de todas as formas possíveis na mídia americana, buscando exatamente os jovens.
Mas, diante da mudança de perfil dos clientes e da não recuperação das vendas ao patamar de 2008, a Toyota decidiu no começo de 2016 acabar com a Scion. As vendas deverão ser mantidas até o final do ano e em 2017, os modelos serão vendidos como Toyota nos EUA e Canadá. Assim, a aposta na juventude americana deu certo inicialmente, mas mudanças políticas e culturais, acabaram por afastar os jovens dessa proposta diferenciada.
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