Saturday, 12 March 2016

Manifestação do dia 13: dia D que pode derrubar a Dilma, o Dólar e o DI

 

A manifestação marcada para o dia 13 pode ser o dia “D”, o estopim para a queda de Dilma Rousseff da presidência da república e para a melhora de humor nos mercados. Certamente muitos traders vão operar na segunda feira baseado no termômetro da pressão popular de domingo. Se perceberem que as manifestações de domingo consolidam a queda de Dilma, veremos queda do dólar, alta da bolsa e queda dos juros na renda fixa (DI). Mas como as manifestações do dia 13 colaborariam para a queda de Dilma Rousseff? Que leitura que o mercado faz? 

A primeira hipótese é que a pressão popular traz um fortalecimento institucional que leva à cassação do mandato de Dilma Rousseff. Em outras palavras, as manifestações dariam mais força e apoio moral para que o juiz Sérgio Moro, o Ministério Público e a Policia Federal continuem seus respectivos trabalhos. O mercado interpreta que cada avanço da Lava Jato aumenta a probabilidade de queda de Dilma. Não por acaso, de acordo com o InfoMoney, a bolsa subiu 4% e a Petrobras 14% com o vazamento da delação de Delcídio Amaral, a qual trazia a tentativa da presidente Dilma Rousseff barrar a operação Lava Jato, de acordo com a revista IstoÉ.

A segunda hipótese é que a manifestação aumenta a probabilidade de impeachment. Um processo de impeachment não é movido apenas por uma prova judicial, mas também pela pressão popular. Já é senso comum dizer que o impeachment é um processo politico. De um lado, deputados têm medo de pedir a saída de Dilma e serem rotulados injustamente de “golpistas” por parte da imprensa, por outro, têm medo de perder eleitores para a próxima eleição. Portanto, o “clamor popular” é a justificativa perfeita para políticos pedirem o impeachment sem assumir muito risco, sem “sujar suas mãos”.

A terceira hipótese é que a manifestação do dia 13 ratifique de uma vez o isolamento político de Dilma Rousseff. Além da forte oposição da sociedade civil (dos mais pobres aos empresários), a manifestação do dia 13 conta com o apoio da OAB, FIESP, Associação comercial de São Paulo e artistas globais. 

Em suma, o mercado entende que a queda da presidente Dilma Rousseff é positiva para o país ao resgatar a governabilidade, melhorando as expectativas dos investidores em relação ao futuro da economia do país. É evidente que a queda de Dilma não mudará o Brasil da noite para o dia, dado que o estrago econômico foi muito grande. Mas poderá representar o início de uma nova fase, resgatando a esperança na melhora da renda, diminuição do desemprego e redução da inflação. Pelos menos é assim que enxergam os mercados e a sociedade civil.

Ironicamente, o dia 13, o número do azar e do próprio PT, poderá trazer sorte para os investidores e esperança para muitos brasileiros. Se as manifestações do dia 13 tiverem força – tudo indica que sim – provavelmente a segunda feira será marcada por queda do dólar, alta da bolsa e retração do DI (juros), refletindo uma melhora das expectativas de médio e longo prazo na economia brasileira.

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Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

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30 itens do McDonald’s que não existem no Brasil e nem nos EUA

SÃO PAULO – O mundo inteiro conhece o Big Mac, os McNuggets e o McFlurry, mas nem todos os itens da maior rede de fast food que existe são tão célebres: alguns deles existem apenas em mercados selecionados, como é o caso do arroz e feijão no Brasil – e você provavelmente nem imaginaria até colocar os pés em um dos restaurantes diferentes.
O site Business Insider separou uma lista de algumas das opções mais exóticas encontradas em McDonald’s pelo mundo. Clique para ver as imagens dos lanches.
1. Hambúrguer de porco, em Taiwan – vem acompanhado de um “molho japonês” 
2. Hambúrguer de Salmão com carne – Também em Taiwan 
3. Tortinha de chocolate, na Tailândia e no Japão 
4. Mingau de frango no Café da manhã – Tailândia 
5. Macarons – França e Bélgica 
6. Salada de frango tipo tailandesa – França
7. Balde de frango, na Itália 
8. Sanduíche de lagosta – Itália 
9. Sanduíche de salame, também na Itália 
10. McVeggie, vegetariano – Itália 
11. Lanche de queijo branco com tomate, novamente na Itália
12. Tortinha de abacaxi – China 
13. Camarão grelhado – Suíça 
14. Hambúrguer com carne, batatas amassadas e bacon (Hokkaido Burger) – Japão 
15. Bebida cítrica espumante Sakura – Japão 
16. Batatas fritas com chocolate – Japão 
17. McSpicy com panir (um tipo de queijo) – Índia 
18. Chicken Maharaja, com jalapeños e cebola crocante – Índia 
19. McPizza, com peperoni e alface, na Inglaterra 
20. McFlurry com o chocolate Cradburry Créme Egg, da Hershey’s – Canadá, Austrália e Reino Unido 
21. Batatas doces fritas – Coreia do Sul e Singapura 
22. Poutine, um prato tradicional canadense com batatas fritas e queijo – Canadá 
23. “Prosperity Burger” – Coreia do Sul 
24. Churros, também na Coreia do Sul 
25. Batatas ‘trufadas’ – Singapura 
26. Prato com arroz, ovo, frango e salada, na Tailândia 
27. McMuffin com bacon, tomate e alface para o café da manhã – Austrália 
28. Wrap com hambúrguer de frango – África do Sul 
29. Torta com carne e queijo – Nova Zelândia 
30. Cerveja – Coreia do Sul e Europa 

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Aventura da Jerónimo Martins nos Andes começou há três anos

“Gostamos da América Latina, como um todo”, afirmou Pedro Soares dos Santos recentemente. O presidente do grupo que há pouco mais de uma semana anunciou uma melhoria dos lucros de 10,5% (para 333,3 milhões) e de vendas de 8,3% (para 13,72 mil milhões de euros) não esconde a ambição do grupo para a região, onde entrou há três anos.

“Temos três anos só de operação, fazemos três anos no dia 13 de Março” na Colômbia. Qual é o limite de crescimento? “Se me pergunta agora, é o céu. É muito cedo para dizer qual é o limite. Nós ainda estamos na fase de aperfeiçoamento do conceito. A partir daí, depois… vamos voar. Mas acreditamos que vamos crescer bastante”, diz o líder da JM.

Quando questionado sobre para onde vai “voar” a maior companhia de distribuição portuguesa a partir da Colômbia, Pedro Soares dos Santos é claro: “Nós já definimos isso há muito tempo. A Aliança do Pacífico é o nosso objectivo. É sempre pela Aliança do Pacífico [que se fará a expansão]. Por agora”.

cotacao 

Nós já definimos isso há muito tempo. A Aliança do Pacífico é o nosso objectivo. É sempre pela Aliança do Pacífico. Por agora”.

Pedro Soares dos santos Presidente da JM SGPS, a 4 de Março de 2016

Criada em 2012, a Aliança do Pacífico é um dos mais recentes blocos económicos mundiais. Tem como os membros fundadores, além da Colômbia, o Chile, o México e o Peru, a que se juntou em 2013 a Costa Rica.

Mas, dentro daquele grupo de Estados, há diferenças na percepção do risco, segundo o gestor: “O México é um continente. Não é um país, é um continente. O Brasil é um continente, o México também. São países, cujo balanço, da Jerónimo Martins, ainda não dá para lá chegar”.

A JM já esteve no Brasil, e a experiência, que terminou na viragem deste século, foi já dada várias vezes pelo anterior presidente da companhia, Alexandre Soares dos Santos, como exemplo de lição de gestão para a retalhista. “Quando tivemos que sair do Brasil, única e simplesmente, não foi por erros do Brasil, foi por erros cometidos pela ‘holding’ em Portugal”, reconheceu o antigo presidente da JM, em 2012. “A companhia no Brasil estava a funcionar bem, a ‘holding’ é que não tinha dinheiro para emprestar”, acrescentou na altura.

cotacao Quando tivemos que sair do Brasil, única e simplesmente, não foi por erros do Brasil, foi por erros cometidos pela ‘holding’ em Portugal.”

Alexandre Soares dos santos Ex-presidente da JM SGPS, a 18 de Janeiro de 2012

Dez anos depois, a JM voltou ao continente americano, apostando na Colômbia com terceiro pólo de desenvolvimento. A confirmação oficial veio a 27 de Outubro de 2011, pondo fim a rumores e notícias que circulavam desde meados de 2010.

“Na sua reunião de 25 e de 26 de Outubro, o conselho de administração de Jerónimo Martins, depois de analisar as diferentes opções de diversificação geográfica, decidiu escolher a Colômbia como o novo mercado a entrar”, anunciou o grupo, em comunicado à CMVM naquela data.

Estava apontado o terceiro mercado estratégico para a JM – que opera desde 1995 no retalho alimentar na Polónia, com a Biedronka, e desde 1985 com o Pingo Doce em Portugal, onde detém ainda a grossista Recheio e a parceria industrial (a 45%-55%), com a anglo-holandesa Unilever.

No final de 2011 era anunciado o investimento de 400 milhões na Colômbia e a ambição de estar no top 3 do retalho alimentar daquele país no prazo de cinco anos.

“Precisamos de 1,5 mil milhões de dólares (1,14 mil milhões de euros) em vendas por ano para estar nas três melhores”, afirmou o administrador executivo da JM em Março de 2012, Alan Johnson. Na sua primeira entrevista desde que assumiu o cargo (em Janeiro desse ano), o gestor, que foi substituído três anos mais tarde, defendia ainda: “Acredito que as aquisições vão desempenhar um papel” nessa expansão, declarou.

O início da operação no mercado colombiano, contudo, acabou por sofrer um atraso de um ano, relativizado pela JM. “A abertura das primeiras lojas poderá ocorrer entre o quarto trimestre de 2012 e o primeiro trimestre de 2013”, disse fonte oficial da JM em meados de 2012. “Não faz sentido falar de ‘atraso'”, acrescentou. “No arranque de um negócio, sobretudo de um negócio construído de raiz, existem tantas variáveis para gerir que o mês exacto da abertura não é certamente o mais relevante”, declarou a mesma responsável.

“Se tudo correr bem na Colômbia”, defendeu Alexandre Soares dos Santos em Outubro de 2012, um ano antes de sair da presidência do grupo, “e não precisa de correr tão bem como na Polónia, mas se me correr bem na Colômbia, depois vou abrir noutro país da América Central ou da América do Sul. América Latina, em geral”, disse Soares dos Santos na SIC Notícias.

O grupo acabou por abrir três lojas Ara a 13 de Março de 2013, no Eixo Cafeeiro, associadas a um centro de distribuição “preparada para abastecer 200 lojas”, com previsão de “30 a 40 lojas” nesse ano. Na Colômbia, avançou naquela data Pedro Soares dos Santos, então administrador-delegado da JM, “o modelo [de loja] nem é um Pingo Doce, nem é uma Biedronka”. “Seremos colombianos na Colômbia”, acrescentou.

Hoje, a companhia prepara já a terceira região de expansão na Colômbia, para os arredores de Bogotá – depois de ter expandido para a Costa do Caribe em 2015. Fechou o ano de 2015 com 142 lojas Ara (10 no Eixo Cafeeiro e 41 na Costa do Caribe), com dois centros de distribuição e vendas de 122,5 milhões de euros.

No ano de 2016, a meta é abrir entre 70 e 100 novas lojas Ara, investindo 100 milhões de euros. No final do ano passado, empregava 1.700 pessoas naquele mercado.

JM entra na terceira região colombiana

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Burger King faz o caminho oposto ao do McDonald’s: mais fast food ainda

SÃO PAULO – O McDonald’s anunciou recentemente a ampliação das vendas de seus hambúrgueres “gourmet” para o Brasil. O Burger King, por sua vez, passou a vender cachorro quente nos Estados Unidos.
Apesar das tendências de alimentação estarem mudando, com consumidores buscando cada vez mais opções saudáveis e com pouca gordura, o Burger King, que incluía opções como wraps, bebidas saudáveis e batatas com menos calorias ao redor do mundo, resolveu ignorar tudo isso e passou a encolher o cardápio. Aparentemente está dando certo.
Agora, a rede quer diminuir o tempo de atendimento em drive-thru para 2 minutos e 45 segundos – hoje, as fritas levam 3 minutos – e aposta em produtos de forte impacto, como tiras de frango frito chamadas chicken fries.
De acordo com o Wall Street Journal, o diretor-superintendente do Burger King na América do Norte, Alex Macedo, finalmente está confiante para “milhares de novos Burger Kings nos EUA nos próximos cinco anos”. O lucro da rede cresceu quase 70% entre 2010 e 2015.
Também ao jornal, o executivo afirma que o erro das outras redes de fast food foi adicionar itens aos cardápios e tentar mudar de identidade sem fazer os testes necessários.

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Cristas: política não é "actividade de má fama" e tem de ser para os melhores

“Hoje, também sou política e digo-o com orgulho, porque ser política e estar na política deve-nos entusiasmar a todos e ser um motivo de orgulho para todos, não é uma actividade menor, não é uma actividade de má fama, apenas para aqueles que não conseguem fazer outra coisa na vida, tem de ser para os melhores de nós”, defendeu Assunção Cristas, perante o 26.º Congresso do CDS-PP, que decorre até domingo em Gondomar (Porto).

Num discurso que começou pontualmente ao início da hora dos telejornais, 20:00, Cristas disse ter feito uma reflexão sobre se deveria ou não avançar para a liderança do partido: “Aqui estou convictamente, com muita vontade de trabalhar com todos, quero fazer pelo nosso país aquilo que pude fazer pela agricultura e pelo mar de Portugal”.

Assunção Cristas justificou falar pela segunda vez no primeiro dia de trabalhos com “o que ficou por dizer”: um retrato sobre o seu percurso pessoal, profissional, a sua condição de mulher e mãe e a sua fé católica.

A ex-ministra da Agricultura lembrou que nasceu em Luanda, poucos meses depois do 25 de Abril de 1974, e, já em Portugal, os seus pais tiveram de recomeçar a vida aos 40 anos, dizendo que sempre o fizeram sem mágoa e com optimismo.

“É esse optimismo de que sou feita, otimismo por natureza e também por razão, acredito e sei que ser otimista a pensar positivo é meio caminho andado para as coisas correrem bem (…) Falta otimismo, falta vontade de vencer, falta sonho largo como a terra onde nasci”, defendeu.

Às eventuais críticas segundo as quais este Congresso estaria a ser “muito morno”, Assunção Cristas considerou que tal é positivo: “Lá fora, as pessoas não gostam das ofensas, do sangue, não gostam das pessoas a dizer mal uns dos outros, gostam que olhemos para os seus problemas e encontremos uma solução”.

A candidata à liderança do CDS atribuiu esta vontade de consensos e diálogo com a sua condição de mulher e lembrou que foi também o seu partido que teve a primeira líder parlamentar mulher, Maria José Nogueira Pinto.

“Dar espaço às mulheres significa dar espaço a esta outra forma de estar, menos bélica, mais aberta a consensos, mas saber que a construção se faz neste diálogo ambicioso e positivo”, disse.

Assunção Cristas disse ainda que a sua condição de mãe de quatro filhos não a impede, até pelo contrário, de entender que existem outros caminhos de felicidade, numa referência às chamadas questões fraturantes.

“Creio que a nossa sociedade deve ter toda a abertura, todo o acolhimento, todo o respeito e não é apenas tolerância, é amor, por todos os caminhos de felicidade que as pessoas queiram ter”, defendeu.

Cristas fez questão de completar este retrato pessoal salientando a sua fé católica, que considerou “o mais estrutural” da sua vida, embora realçando o carácter laico e não confessional de qualquer partido.

“Isso para mim significa um desassossego permanente – enquanto houver gente pobre, com fome, doentes, gente que precisa de nós para alcançar o nosso sonho de vida, nós não podemos estar satisfeitos”, disse.

A terminar, Cristas citou um provérbio angolano: “Quem quer ir depressa vai sozinho, quem quer ir longe vai acompanhado, eu quero ir longe, muito longe, acompanhada de todos vós nesta sala e de todos os que se vão juntar a nós”, disse.

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Aventura da Jerónimo Martins nos Andes começou há três anos

“Gostamos da América Latina, como um todo”, afirmou Pedro Soares dos Santos recentemente. O presidente do grupo que há pouco mais de uma semana anunciou uma melhoria dos lucros de 10,5% (para 333,3 milhões) e de vendas de 8,3% (para 13,72 mil milhões de euros) não esconde a ambição do grupo para a região, onde entrou há três anos.
“Temos três anos só de operação, fazemos três anos no dia 13 de Março” na Colômbia. Qual é o limite de crescimento? “Se me pergunta agora, é o céu. É muito cedo para dizer qual é o limite. Nós ainda estamos na fase de aperfeiçoamento do conceito. A partir daí, depois… vamos voar. Mas acreditamos que vamos crescer bastante”, diz o líder da JM.

Quando questionado sobre para onde vai “voar” a maior companhia de distribuição portuguesa a partir da Colômbia, Pedro Soares dos Santos é claro: “Nós já definimos isso há muito tempo. A Aliança do Pacífico é o nosso objectivo. É sempre pela Aliança do Pacífico [que se fará a expansão]. Por agora”.
 
Nós já definimos isso há muito tempo. A Aliança do Pacífico é o nosso objectivo. É sempre pela Aliança do Pacífico. Por agora”.
Pedro Soares dos santos Presidente da JM SGPS, a 4 de Março de 2016
Criada em 2012, a Aliança do Pacífico é um dos mais recentes blocos económicos mundiais. Tem como os membros fundadores, além da Colômbia, o Chile, o México e o Peru, a que se juntou em 2013 a Costa Rica.
Mas, dentro daquele grupo de Estados, há diferenças na percepção do risco, segundo o gestor: “O México é um continente. Não é um país, é um continente. O Brasil é um continente, o México também. São países, cujo balanço, da Jerónimo Martins, ainda não dá para lá chegar”.
A JM já esteve no Brasil, e a experiência, que terminou na viragem deste século, foi já dada várias vezes pelo anterior presidente da companhia, Alexandre Soares dos Santos, como exemplo de lição de gestão para a retalhista. “Quando tivemos que sair do Brasil, única e simplesmente, não foi por erros do Brasil, foi por erros cometidos pela ‘holding’ em Portugal”, reconheceu o antigo presidente da JM, em 2012. “A companhia no Brasil estava a funcionar bem, a ‘holding’ é que não tinha dinheiro para emprestar”, acrescentou na altura.
 Quando tivemos que sair do Brasil, única e simplesmente, não foi por erros do Brasil, foi por erros cometidos pela ‘holding’ em Portugal.”Alexandre Soares dos santos Ex-presidente da JM SGPS, a 18 de Janeiro de 2012
Dez anos depois, a JM voltou ao continente americano, apostando na Colômbia com terceiro pólo de desenvolvimento. A confirmação oficial veio a 27 de Outubro de 2011, pondo fim a rumores e notícias que circulavam desde meados de 2010.
“Na sua reunião de 25 e de 26 de Outubro, o conselho de administração de Jerónimo Martins, depois de analisar as diferentes opções de diversificação geográfica, decidiu escolher a Colômbia como o novo mercado a entrar”, anunciou o grupo, em comunicado à CMVM naquela data.
Estava apontado o terceiro mercado estratégico para a JM – que opera desde 1995 no retalho alimentar na Polónia, com a Biedronka, e desde 1985 com o Pingo Doce em Portugal, onde detém ainda a grossista Recheio e a parceria industrial (a 45%-55%), com a anglo-holandesa Unilever.
No final de 2011 era anunciado o investimento de 400 milhões na Colômbia e a ambição de estar no top 3 do retalho alimentar daquele país no prazo de cinco anos.
“Precisamos de 1,5 mil milhões de dólares (1,14 mil milhões de euros) em vendas por ano para estar nas três melhores”, afirmou o administrador executivo da JM em Março de 2012, Alan Johnson. Na sua primeira entrevista desde que assumiu o cargo (em Janeiro desse ano), o gestor, que foi substituído três anos mais tarde, defendia ainda: “Acredito que as aquisições vão desempenhar um papel” nessa expansão, declarou.

O início da operação no mercado colombiano, contudo, acabou por sofrer um atraso de um ano, relativizado pela JM. “A abertura das primeiras lojas poderá ocorrer entre o quarto trimestre de 2012 e o primeiro trimestre de 2013”, disse fonte oficial da JM em meados de 2012. “Não faz sentido falar de ‘atraso'”, acrescentou. “No arranque de um negócio, sobretudo de um negócio construído de raiz, existem tantas variáveis para gerir que o mês exacto da abertura não é certamente o mais relevante”, declarou a mesma responsável.
“Se tudo correr bem na Colômbia”, defendeu Alexandre Soares dos Santos em Outubro de 2012, um ano antes de sair da presidência do grupo, “e não precisa de correr tão bem como na Polónia, mas se me correr bem na Colômbia, depois vou abrir noutro país da América Central ou da América do Sul. América Latina, em geral”, disse Soares dos Santos na SIC Notícias.
O grupo acabou por abrir três lojas Ara a 13 de Março de 2013, no Eixo Cafeeiro, associadas a um centro de distribuição “preparada para abastecer 200 lojas”, com previsão de “30 a 40 lojas” nesse ano. Na Colômbia, avançou naquela data Pedro Soares dos Santos, então administrador-delegado da JM, “o modelo [de loja] nem é um Pingo Doce, nem é uma Biedronka”. “Seremos colombianos na Colômbia”, acrescentou.

Hoje, a companhia prepara já a terceira região de expansão na Colômbia, para os arredores de Bogotá – depois de ter expandido para a Costa do Caribe em 2015. Fechou o ano de 2015 com 142 lojas Ara (10 no Eixo Cafeeiro e 41 na Costa do Caribe), com dois centros de distribuição e vendas de 122,5 milhões de euros.
No ano de 2016, a meta é abrir entre 70 e 100 novas lojas Ara, investindo 100 milhões de euros. No final do ano passado, empregava 1.700 pessoas naquele mercado.
JM entra na terceira região colombiana

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Casa cheia em Belém? "É o poder do Marcelo"

O sol ajuda, mas nem chuva fizesse e muitos seriam, com certeza, os portugueses a fazer fila esta manhã às portas do Palácio de Belém. A ocasião é especial, repetem as centenas de pessoas que às 10 horas esperavam para entrar na Presidência da República. “É o poder do Marcelo”, dizem uns. “Ele leva o povo a fazer qualquer coisa”, considera outro.

 

Ao contrário do que se vai ouvindo enquanto se espera, esta não é a única vez em que o Palácio de Belém abre as portas. No entanto, será a primeira vez que será aberto o acesso a áreas normalmente reservadas, como é o caso do gabinete do Presidente. Mas a grande afluência de populares acontece com base na esperança de se poderem cruzar com o novo Presidente da República.

 

O entusiasmo é tal que a fila se estende da entrada do Museu da Presidência até ao Mosteiro dos Jerónimos, durante cerca de 300 metros. Ainda antes das 10 horas, já há pessoas há mais de uma hora na fila para garantirem que assistem à chegada do Presidente da República no interior dos espaços do Palácio. Enquanto percorremos a multidão vemos pessoas de todas as idades e os ouvidos mais atentos identificam sotaques de várias zonas do país.

 

Apesar de a visita não ser uma estreia para todos, esta é para a maioria dos presentes (inclusive de muitos lisboetas) a primeira vez que visitam o Palácio de Belém. É o caso de Maria de Lurdes Figueiredo, de 77 anos, que vive em Lisboa há mais de cinco décadas e guardou para hoje a sua primeira visita.

 

“Passei aqui muita vez e estavam sempre pessoas para visitar, mas nunca vi isto assim”, conta a popular. “Ele não deve ter muito tempo para nos atender a nós”, antevê, sem grande esperança de conseguir encontrar o Presidente da República. Ainda assim, não se desmotiva. Vem visitar o Palácio por causa de Marcelo. “Sempre desejei que ele chegasse a Presidente”, confessa.

 

Apesar do optimismo em relação ao desempenho do mandato presidencial, a lisboeta deixa espaço para alguma reserva. Afinal, Marcelo ainda agora chegou. “A princípio também gostei do Cavaco”, lembra, mas “não tanto como desta vez gosto do Marcelo”. 

 

Para agradar, basta-lhe andar 

 

Marcelo é Presidente há quatro dias mas os portugueses aqui presentes já estão convencidos. E para o conseguir o antigo comentador político nem precisou de fazer muito. Bastou-lhe caminhar. Pelo menos essa é uma das conclusões que se retira entre as conversas de algumas pessoas que recordam a cerimónia de tomada de posse, quando  Marcelo Rebelo de Sousa chegou à Assembleia da República a pé. “Parecia-me um noivo, quando vai para o casamento e sai de casa dos pais. Assim foi ele. Achei uma coisa muito bonita”, partilha Maria da Glória de 72 anos, ao lado de Maria de Lurdes. Apreciam a simpatia, proximidade e simplicidade do novo Presidente, contam.

 

“Com o Cavaco eu não vinha aqui de propósito”, deixa escapar uma outra popular. “Este dá mais luta”, conclui Manuel Pinto, outro lisboeta presente. 

 

Se as eleições fossem hoje, Marcelo conquistava ainda mais votos 

 

Tão positiva é a avaliação que são vários os que confessam não ter votado em Marcelo Rebelo de Sousa nas  eleições presidenciais do dia 24 de Janeiro, mas que o seu curto mandado as faria hoje mudar o seu voto. “Só pela revolução que ele fez, pela alegria que ele deu ao povo, eu votava nele, sem dúvida nenhuma. Tenho esperança que ele possa efectivamente fazer alguma coisa por Portugal”, explica Manuel Pinto. “Se as eleições fossem hoje ele não ganhava com 50%. Ganhava com 70%”, analisa o reformado lisboeta. “Fez uma campanha inteiramente só. A presidência é só dele, não é dos partidos. Não deve nada aos partidos, só deve a si próprio. Embora não tenha muitos poderes enquanto Presidente, ele tem enquanto Marcelo um grande poder”, conclui. 

Caminhamos um pouco mais e encontramos Ivone Leonor, de 67 anos, com o marido junto às portas do Palácio, prestes a entrar. É de Lisboa, mas só veio porque o Presidente é Marcelo. “Se fosse ‘o outro’ não vinha cá”, atira o marido. “Não fales assim”, responde-lhe a esposa, para logo a seguir encolher os ombros e confessar que o anterior Presidente “não criava empatia”.

 

O tempo passa, o sol queima e há chapéus-de-sol improvisados de cachecóis. Rigoroso cumpridor do programa, o Presidente da República chega ao Palácio de Belém quando faltam cinco minutos para as 11:00. Os populares gritam “Marcelo” e ouve-se um “Presidente do povo” entre os presentes, onde se espreita uma bandeira portuguesa.

 

Depois do hino um “vamos lá então” e Marcelo sobe pela rampa da porta principal do Palácio de Belém até ao Pátio dos Bichos. A agitação acentua-se e o entusiasmo espalha-se.

 

Já nos jardins do Palácio e enquanto Marcelo assiste durante uma hora ao render da Guarda Nacional Republicana, Miguel, de oito anos, vai acusando algum cansaço. Nas mãos guarda um livro de História que data aos tempos em que se chamava primeira classe ao primeiro ano do ensino básico. Uma edição especial, presente do Verão passado, conta a mãe de Miguel que espera ver o seu livro autografado pelo Presidente. É a primeira vez que vem ao Palácio e a paixão por história empurrou-o para conhecer o antigo professor de Direito, acreditando que “vai ser um bom presidente”.  

 

“Vá jovem, vamos embora” 

 

É o próprio Presidente da República quem marca o ritmo de entrada na Sala das Bicas do Palácio, onde cumprimenta os visitantes junto ao pórtico no cimo das escadas. Quando a fila abranda, e abrandou muitas vezes, Marcelo não perde tempo a apressar os mais distraídos. “Vá jovem vamos embora”, diz a um. Entre abraços e muitos beijos, a fila anda ao compasso das fotografias que todos querem levar no telemóvel e até os membros da Guarda Nacional Republicana dão uma ajuda. Por várias vezes, os agentes acedem aos pedidos das famílias e servem de fotógrafos a quem quer levar uma recordação do Presidente. Sem negar nenhuma foto, para rejúbilo de quem o cumprimenta, Marcelo vai agradecendo e encaminhando quem chega. “Muito obrigado por ter aceitado o convite”, repete a cada português. Há cumprimentos emotivos, palmadas nas costas do novo Presidente e nem os bebés escapam aos beijos do Presidente.

 

Questionado sobre o peso da esperança que se sente nas paredes de Belém, o Presidente da República sublinha que reintroduzir esperança é uma missão de grupo. “Não podemos cair em desespero, em depressão, em angústia. Temos todos de contribuir para essa esperança. Por isso é que eu disse que não há D. Sebastiães na democracia. Não é o Presidente da República nem é o Governo que tem o poder. São os portugueses que vão trabalhar pelo país”, afiançou.

 

Uma esperança para já testemunhada, de acordo com o gabinete do novo Presidente da República, até às 12:30 por cerca de 1.500 pessoas, um número duas vezes superior ao registado nas duas últimas visitas ao Palácio de Belém, durante o mandato de Cavaco Silva.

 

Para Marcelo Rebelo de Sousa esta é uma altura em que as pessoas se devem sentir “próximas dos símbolos da pátria”, citando a “bandeira, o hino, o Presidente, o Palácio de Belém”. Mas, “fundamentalmente é preciso que as pessoas se sintam mais próximas umas das outras”, asseverou. “A unidade é mais importante do que a divisão dos portugueses”, concluiu.

 

 Durante o dia, uma bandeira de cor verde com o escudo nacional – o estandarte presidencial – esteve hasteada no palácio indicando a presença do Presidente em Belém. Os portugueses deverão agora ficar atentos à varanda de Belém, uma vez que, segundo o Presidente da República, as portas de Belém se deverão abrir “periodicamente”, durante os próximos cinco anos do seu mandato, porque quer “momentos de proximidade com os cidadãos”.

 

À saída, o ambiente era de satisfação e destacava-se a “simpatia” e o sorriso constante de Marcelo. “Nunca tivemos nenhum Presidente como ele”, ouviu-se.

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